Diário do Pará enfrenta uma das discussões mais sensíveis do momento: o uso da lavagem de dinheiro em casos envolvendo o chamado “jogo do tigrinho”.

A questão central é objetiva:👉 é proporcional imputar um crime com pena de 3 a 10 anos de reclusão a partir de uma contravenção penal ou de um delito de menor potencial ofensivo, cuja resposta estatal é significativamente mais branda? Estamos diante de um deslocamento perigoso:de um lado, sustentam-se teses ancoradas na autonomia do crime […]

O Novo Cenário das Relações de Trabalho: Reflexões Pós-1º de Maio

O mês de maio de cada ano não é apenas um marco de celebração para a classe trabalhadora, mas um momento crítico de balanço sobre para onde caminha o Direito do Trabalho no Brasil. Nesta primeira semana de 2026, fomos bombardeados por atualizações que exigem atenção redobrada de empregadores e empregados: desde a pressão popular […]

Prisões Cautelares, Habeas Corpus e a Jurisprudência em Detalhes

As prisões cautelares tensionam diretamente o princípio constitucional da presunção de inocência. A Constituição Federal estabelece em seu Art. 5º, LXI, que ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. Além disso, o Art. 5º, LVII, […]

Prender para Investigar? O Risco das Prisões em FlagranteMilionárias – Saques de Dinheiro – COAF – RIF

O transporte e o saque de quantias milionárias em espécie continuam sendo umdos métodos mais rudimentares e, paradoxalmente, mais utilizados na fase de colocação(placement) da lavagem de dinheiro. Operações recentes da Polícia Federal trouxeram otema novamente ao centro do debate jurídico e midiático no Brasil.Em Belém (PA), homens foram interceptados após sacarem R$ 3,8 milhões,resultando […]

“Pejotização” Fraudulenta: As Consequências Jurídicas do “Falso PJ”

Introdução: O cenário do mercado de trabalho brasileiro tem passado por transformações profundas. Entre elas, a “Pejotização” — a contratação de profissionais como Pessoa Jurídica (PJ) em vez do regime CLT — tornou-se comum. No entanto, quando essa prática é usada apenas para mascarar uma relação de emprego real, estamos diante de uma fraude trabalhista. […]